Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Abaixa! Lá vem os Chiefs!!!

"3-0? Não, fala sério! A gente nunca faria 3-0!"

A temporada regular da NFL começou há quase 1 mês, e, depois das 3 primeiras rodadas, apenas 3 times se mantiveram invictos. Um desses times é o surpreendente Kansas City Chiefs, que, depois de uma campanha pífia na temporada 09/10 (4-12, depois de uma campanha de 2-14 na temporada 08/09), o time começa com 3 vitórias em 3 excelentes atuações, vencendo Chargers, Browns e 49ers. Ok, está certo. O time ainda não teve um grande desafio. Não jogou contra nenhum dos favoritos ao título. Mas suas atuações foram dignas de disputar título de divisão e vaga nos playoffs.

Mas o que causou essa mudança repentina? Ficaram de castigo nas férias? Fizeram macumba?! Pacto com o cão!?!? Claro que não, dã! Tudo tem uma explicação racional, e é pra isso que eu estou aqui. Não. Eu não sou o Padre Quevedo, moleque pentelho!

Para começar, vamos olhar o ataque dos Chiefs. O draft do time do Kansas City Chiefs foi excelente, trazendo o versátil WR Dexter McCluster, para se juntar ao já conhecido Dwayne Bowe, para dar ótimas opções de ataque ao QB, e ex-patriota, Matt Cassel, além do jogo terrestre que, com Jamaal Charles e Thomas Jones, não parece precisar de mais reforços (além do fato de que o novo WR também é um ótimo corredor). Mas talvez o ponto principal dos reforços ofensivos do time do Arrowhead Stadium tenha ficado fora das 4 linhas. Charlie Weis, renomado ex-Head Coach de Notre Dame (já tendo trabalhado como cordenador ofensivo e de RBs nos Patriots, Giants e Jets), assinou como novo coordenador ofensivo do time. E, aparentemente, consertou o que havia de errado com o ataque do time de Kansas City. Para começar, Matt Cassel, pilar de sustentação do ataque (como todo QB), que havia sido interceptado por 16 vezes na temporada passada, só tem 3 intercepções até agora. Ele passou para 16 TD durante toda a temporada. Até agora já são 4. O jogo terrestre também tem sido menos exigido, trazendo mais uma força ofensiva ao time dos Chiefs. Ter as duas opções (jogo aéreo e jogo terrestre) reforça qualquer ataque, por motivos óbvios.

Mas será que o ataque foi o grande ponto de crescimento para o time dos Chiefs? Bom. Talvez não. Mas se não for o ataque, o que é? Dã, só pode ser a defesa, animal! Com a chegada do novo coordenador defensivo Romeo Crennel, a defesa dos Chiefs sofreu uma mudança drástica. O esquema defensivo saiu do 4-3 pro 3-4 (a linha defensiva agora é composta somente por 3 jogadores, 2 DE e 1 NT, dando espaço para 4 LB atrás). É uma defesa mais agressiva e mais forte. Além disso, o draft mais uma vez funcionou. O safety Eric Berry, escolha de primeiro round (5th pick), parece estar já honrando seu contrato de 6 anos, a 10 milhões de dólares por ano, com 17 tackles em 3 jogos. Com isso, o time, que no ano passado cedeu uma média de 388,2 jardas por jogo (3ª pior da liga) e um total de 424 pontos (4ª pior da liga), esse ano está com uma média de 313,0 jardas por jogo (13ª melhor da liga, subindo 17 posições) e apenas 38 pontos nos 3 jogos (2ª melhor da liga, 27 posições acima). Essa inacreditável melhora da defesa é o real motor do time de Kansas City.

Resta agora ver se o time vai funcionar nos grandes jogos. Os Chiefs não jogam na 4ª semana, tendo tempo para descansar para o jogo da 5ª semana, contra um dos favoritos da liga - possivelmente seu primeiro grande teste - o Indianapolis Colts, liderados por Peyton Manning. Façam suas apostas. E fiquem atentos. De repente uma flechada acerta o seu time!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O fenômeno Bears

"Quer dizer que até eu posso jogar bem com voce?"

Se no começo da temporada alguem tivesse me dito que após tres rodadas os únicos times da NFL ainda invictos seriam Kansas City Chiefs, Pittsburgh Steelers e Chicago Bears, eu teria rido na cara.
Kansas e Bears tiveram uma temporada de 2009 muito fraca, e Steelers estaria sem Big Ben Roethlisberger (Saber escrever de cor o nome desse cara é uma prova de amor pela NFL) pelo menos até a quarta semana. Isso ainda é verdade, Big Ben ainda está suspenso por mais uma rodada, mas inexplicavelmente o time continua ganhando! Ainda que Kansas tivesse esperas de melhoras por causa das aquisições na offseason, acho que ninguem são esperaria um começo 3-0!
Mas desses times, o que mais me impressiona é o Chicago Bears. Nao que o Bears tenha um time ruim, eu confesso que gosto do time do Bears, embora ele tenha algumas falhas que com certeza serao significantes ao longo da temporada. Mas começar 3-0 vencendo Dallas e Green Bay, apontados como dois dos maiores favoritos ao título de conferência, eu definitivamente nao esperava!

Em 2006, o Chicago Bears foi ao Super Bowl liderado por uma defesa fortissima e um ataque extremamente inconsistente com o fraquissimo Rex Grossman de Quarterback (Que, caso campeão, disputaria com o saudoso Trent Dilfer o posto de pior QB campeão do Super Bowl) , que acabou parando nos Colts de Peyton Manning no Super Bowl. Desde então, o Bears tem colecionado fracassos. A defesa tem se machucado, os Quarterbacks que passaram por la (Figuras dignas de pena como Rex Grossman e Brian Griese) nao fizeram nada. Em 2008, o Quarterback do Bears foi Kyle Orton, hoje no Broncos. Nunca achei Orton um QB ruim, ele protege bem a bola e é inteligente, capaz de passar para 300 jardas se necessário, mas nao vai te levar aos playoffs como um QB de elite, como Manning ou Tom Brady. Mas um QB mediano num ataque bem fraco nao faz milagres. A defesa, ponto forte do time ha anos, sofria com lesões sucessivas. Ainda em 2008, chegou via draft o running back Matt Forte, que como calouro teve uma temporada sólida, correndo para 1200 jardas. Mesmo assim, a temporada foi mediocre e o time ficou longe de qualquer esforço pela pós temporada.

Em 2009, no entanto, o time fez um movimento ousado pra tentar sair desse limbo: Trocou um caminhão de escolhas de draft, Kyle Orton e algumas figurinhas carimbadas por Jay Cutler, do Broncos. Cutler havia se desentendido com a comissão técnica do Broncos após a demissão de Mike Shanahan e os cartolas estavam ansiosos pra ver ele saindo de la. Para quem nao lembra, Jay Cutler chegou a ter ótimas temporadas no Broncos no melhor estilo Brett Favre: Em 2008 totalizou 4,500 jardas, 25 TDs e 18 interceptações, sendo sackado apenas 11 vezes. Todos apostavam no Bears dando um salto com seu ataque: Matt Forte vinha de uma temporada de calouro boa, Jay Cutler ja tinha mostrado sinais de que poderia ser um grande Quarterback e a defesa com varios vovôs voltando de lesão.
Bom, para quem se lembra, o ano foi um fiasco para o Bears em todos os sentidos. Brian Urlatcher se machucou logo na primeira semana e perdeu a temporada toda, Hunter Hillenmeyer e Nathan Vasher se machucaram depois  . No ataque, as coisas foram ainda pior: Se em 2008 eles tinham como principal Wide Receiver Martin Booker (Credo!), em 2009 era Devin Hester!!

Um parênteses aqui: Devin Hester chegou na NFL como cornerback e logo chamou a atenção no Bears pelos seus incriveis retornos de kickoff e punt, tendo chegado a quebrar o recorde para mais touchdowns de retorno de punt E retornos gerais numa só temporada, sem falar que abriu o Super Bowl XLI com um retorno de kickoff pra touchdown. No entanto, sem nenhum WR capaz de segurar a bola, Hester foi deslocado para a função de Wide Receiver e, para meu total espanto, deixou de retornar Kickoffs!! É um pouco estranho, pra mim: Voce tem um dos melhores, senão o melhor, retornador da história da Liga e deixa ele SEM RETORNAR?? Podem me chamar de antiquado, mas pra mim isso é não querer vencer jogos!!
Para quem não viu, ou quer ver denovo, aqui está o touchdown no Super Bowl:
video

Mas voltando à tempodada desastrosa do Chicago Bears. Hester virou o Receiver numero 1 do time e nao deu certo, Forte mostrou que é possivel se desaprender a correr pra frente tendo um ano fraquissimo, marcado mais por fumbles do que outra coisa. E por fim, Jay Cutler foi incapaz de dar qualquer ritmo ao ataque, sua temporada foi marcada pelas incriveis 26 interceptações e inconsistência, mostrando que o problema pro Bears era muito maior do que parecia. Cutler chegou a reclamar publicamente do playbook do técnico Lovie Smith, e a situação ficou tensa em Chicago. Vendo que os problemas no ataque ficavam fora de controle, o Bears foi buscar o coordenador ofensivo Mike Martz, famoso pelo ataque do Rams de 1999, apelidado "The Greatest Show on Turf", comandado por Kurt Warner. Para mim, foi a melhor aquisição da offseason.

Um dia desses escreverei um post explicando melhor a história do West Coast Offense, pois ele tem alguns mitos. A denominação West Coast Offense é usada hoje pra determinar o ataque criado por Bill Walsh, técnico dos Niners na década de 80, mas o West Coast Offense original é o que hoje chamamos de "Air Coryell", criado pelo recém-falecido Don Coryell. O ataque de Martz é uma derivação direta do Air Coryell, um ataque que priorizava o jogo aéreo e jogadas explosivas. E a chegada de Martz fez TODA a diferença no Chicago Bears que hoje está 3-0!
Pra começar, Martz é um ótimo coordenador ofensivo que sabe trabalhar bem com Quarterbacks. Cutler tem o braço forte que esse esquema tático pede, o playbook é muito mais bem feito que o usado por Lovie Smith anteriormente (Quem ja o viu, sabe que ele fede) e Cutler SABE que o Martz vai comê-lo com farinha se ele fizer besteira, entao ele fica esperto. Martz tambem é ótimo jogador de xadrez: Sabe manipular seu playbook ao longo da partida pra se ajustar ao momento da partida.
Em grande parte, é dele tambem o mérito pela ressureição de Matt Forte. Forte teve um 2009 muito apagado e ja tem tres touchdowns aéreos na temporada 2010! Pelo chão, Forte ainda nao engrenou, mas ja tem, em tres jogos, 14 recepções pra 200 jardas e tres touchdowns pelo ar! Uma das marcas registradas de Martz no Saint Louis Rams de 1999 era o altissimo uso do RB Marshall Faulk como recebedor, as vezes em detrimento do jogo terrestre (Faulk bateu o recorde de jardas totais de ataque da NFL, hoje de Chris Johnson. Mas se CJ quebrou esse recorde correndo para 2000 jardas, Faulk correu apenas para 1300, o resto foi tudo de recepções). O Bears não tem grandes wide receivers, mas Martz tem se usado do que eles tem de melhor, que é a velocidade, para criar um ataque que consegue jogadas longas baseadas em jardas APÓS a recepção (Marca registrada do Air Coryell e do West Coast Offense de Walsh).
O que impressiona realmente é ver exatamente isso: Como Mike Martz consegue, usando seu esquema ofensivo explosivo, enaltecer os pontos fortes e corrigir os fracos do Bears.
Como o JP do 10 jardas me lembrou segunda, quando Martz era o coordenador ofensivo de Saint Louis, suas proteções ao Quarterback eram muito fracas e Warner e Matt Bulger sofriam com isso. No entanto, é muito bom ver como isso está sendo diferente com o Bears. Depois de um primeiro tempo contra o Dallas sofrendo com todo tipo de pressão, Martz começou a colocar em campo formações com mais RBs ou mais Tight Ends. O que acontecia era simples: Matt Forte e Chester Taylor entravam em campo, mas Taylor ficava junto do Cutler bloqueando enquanto Forte tinha tempo pra achar uma posição pra recepção. Cutler é um QB com um braço fortissimo e boa mira, mas nunca foi dos mais inteligentes, e quando pressionado ele tenta forçar o passe e acaba errando, ou pior (A comparação com Brett Favre nao é perfeita?), e portanto ele precisa de tempo no pocket. A linha ofensiva nao consegue proteger o Running back na corrida? Acione-os pelo ar, abuse de sua velocidade nos missmatches contra os Linebackers adversários! Talvez o Air Coryell seja realmente perfeito para o time do Bears, mas Mike Martz conseguiu implementá-lo com tamanha rapidez e precisão dos ajustes que chega a espantar.

Claro que uma defesa saudavel ajuda bastante, Urlatcher é um monstro, a chegada de  Julius Peppers foi fundamental e a linha de frente do Bears é monstruosa. Mas pra mim, o maior responsavel por esse começo surpreendente do Chicago foi Martz. Ele conseguiu ressuscitar Jay Cutler pra jogar futebol americano (7 TDs e só uma interceptação em tres jogos!), está conseguindo adaptar seu playbook a um ataque com inúmeras limitações e o mais importante, está conseguindo cobri-las. Se a linha ofensiva do Bears é patética, voce usa um bloqueio por zona com auxilio do TE ou do RB (Outro fundamento do Air Coryell) para dar tempo ao QB soltar a bola em velocidade, para um grupo fraco mas muito explosivos de receivers pegar a bola em movimento, o que lhes da grande vantagem sobre a defesa. O esquema tático que Martz adaptou ao Bears está transformando um ataque mediocre num ataque muito promissor, e o mais importante, pontuador, que cuida bem da bola. As peças sao individualmente fracas, mas no todo criado por esse gênio, elas se encaixam e fazem umas às outras melhores. Para mim, essa é a marca de um grande estrategista. O trabalho de Martz no Bears ainda está no começo, e claro que a temporada também. O Bears ainda vai perder jogos, vai jogar mal, Cutler será interceptado. Mas esse inicio promissor mostra que o Bears nao está apenas a passeio esse ano, e que vai brigar por uma vaga nos playoffs. E essa importante arrancada inicial (75% dos times que começaram 3-0 chegaram aos playoffs) tem a marca registrada de seu coordenador ofensivo, que conseguiu botar ordem num ataque que estava perdido antes de sua chegada. Bem que voce poderia vir para San Francisco, hein Martz??

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

E aqui estou eu!


"É, Celo! Finalmente resolveu dar as caras!"

Sim, sim. Finalmente estou aqui, postando e me apresentando aos leitores do blog. Prazer, eu sou Marcelo, vulgo Celo (e milhares de outros apelidos mais toscos), tenho 22 anos, sou um louco fanático pela NFL, NBA e a MLB (Só um louco mesmo pra torcer pelo Bears, o Heat e o Red Sox!). Mas chega de falar de mim. É hora da coisa séria!
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A terceira semana da NFL começou ontem, com 15 jogos de excelente nível. Mas o ponto marcante da rodada foram as surpresas. Times de quem nada se esperava causaram preocupação nessa rodada.

"Só pode ser macumba..."
Em Nova Iorque, o New York Giants recebeu o Tennessee Titans, para o que seria o "jogo da redenção", depois da derrota para o time dos Colts. O jogo se manteve equilibrado até o final do primeiro tempo, quando o placar marcava 10x10. Tudo indicava que o jogo teria um final emocionante. Mas toda essa teoria foi pro saco ao fim do intervalo. O time dos gigantes não pontuou no segundo tempo! Enquanto isso, os visitantes aproveitaram para calar a boca dos torcedores da casa com mais 9 pontos no terceiro quarto, e mais 10 no último, fechando o jogo em 29x10 para os Titans. Chris Johnson fez uma excelente partida, com 32 carregadas, para 125 jardas. Vince Young também teve uma boa partida, acertando 10 de 16 passes, para 118 jardas aéreas.
"Ninguém me disse que a NFL era assim!"

Em Carolina, os Panthers receberam o Cincinatti Bengals com a estréia do rookie Jimmy Clausen à frente do time, em busca de uma recuperação nesse começo de temporada. E o jogo começou parecendo que seria a real chance para essa recuperação. Carson Palmer aparentemente esqueceu os óculos no vestiário e foi interceptado logo nos primeiros minutos do jogo (ele seria interceptado novamente no decorrer do jogo, mas já não seria importante). Mas o ataque do Panthers se viu impotente contra uma forte defesa do Bengals, que deu seu cartão de boas vindas ao calouro Clausen, que, apesar de não ter sido interceptado, errou mais passes que acertou (17 errados para 16 completos), para apenas 188 jardas aéreas. O jogo terrestre também não funcionou. DeAngelo Williams e Jonathan Stewart, juntos, totalizaram 18 carregadas, para apenas 77 jardas, com 1 TD para o Stewart, o único para o time da casa, que assistiu a um Cedric Benson tentando voltar à velha forma. Com seu primeiro TD recebendo passe, mais outro no seu verdadeiro estilo de RB, Benson contribuiu com 14 pontos para os 20 conquistados pelo time de Cincinnati, fechando o placar de um jogo onde os QB não criaram muito, em 20x7, novamente para os visitantes.
"Eu ainda dou no couro..."

E parecia que os visitantes estavam loucos para acabar com a festa dos donos de casa. Dessa vez, em Tampa Bay, o esperado aconteceu. Mesmo ainda sem Ben Roethelisberger, o Pittsburg Steelers derramou calda de chocolate na baía, resolvendo um jogo fácil no segundo quarto, que terminou com os visitantes em 21 pontos de vantagem. Charlie Batch, que não iniciava um jogo desde 2007, teve uma excelente atuação, lançando para 3 TDs, em 17 tentativas, com 12 passes completos, para 186 jardas aéreas. Rashard Mendenhall também foi excelente nas suas 19 carregadas, para 143 jardas e 1 TD. Outro que superou a marca de 100 jardas (na verdade somente chegou à marca, com exatas 100 jardas) foi o WR Mike Wallace, que, também depois de marcar 2 vezes, aparentemente será a primeira opção dos QB de Pittsburg no decorrer dessa temporada. O jogo se encerrou em 38x13, a terceira vitória em 3 jogos nessa temporada para os Steelers, mesmo sem Big Ben. Importante frisar a excelente atuação do QB Josh Freeman, que, mesmo enfrentando a fortíssima defesa do Steelers, liderada por Troy Polamalu, completou 20 passes em 31 tentativas, lançando para 184 jardas e 1 TD.

 
"Eu juro que achei que a gente ia conseguir perder pro Bills..."

E a mandinga dos visitantes parecia ser real, porque, somente com muita força sobrenatural, o Bills faria um jogo tão duro contra o New England Patriots, em sua própria casa. C.J. Spiller resolveu mostrar ao que veio, marcando 1 TD recebendo um passe de 5 jardas, de um Ryan Fitzpatrick em tarde iluminada (Mesmo com 2 INT, ele lançou 2 TD, em 28 tentativas, com 20 passes completos, para 248 jardas), e outro num retorno de Kickoff para 95 jardas. Mas o time da casa contava com Tom Brady, também em excelente noite. Sr. Bündchen acertou impressionantes 21 passes em 27 tentativas, para 252 jardas e 3 TD (Dois deles para Randy Moss, em suas duas únicas recepções no jogo). O jogo terrestre do time da casa também funcionou muito bem, marcando 2 TD, mesmo com a contusão de Fred Taylor. O jogo terminou em 38x30 para os Patriots, acabando com a macumba dos times visitantes.
"Cadê o Hillis?! Cadê ele?!?!"

Os Ravens receberam os Browns, para um jogo em que todos acreditavam ser uma barbada. Mas os Browns estavam bem. Peyton Hillis correndo 144 jardas em 22 tentativas (média de 6,5 jardas por tentativa), chegando ao seu career-high, para 1 TD, contando com um bom jogo do QB Seneca Wallace, lançando para mais 1 TD (18/24, para 141 jardas) fizeram a torcida marrom achar que haveria alguma chance contra a fortíssima defesa do time de Baltimore. Mas o que realmente funcionou ontem foi o ataque. Joe Flacco teve uma excelente exibição, lançando para mais de 250 jardas e 3 TD (22/31, 262 Jardas), sendo que os 3 TD foram nas mãos do WR Anquan Boldin, outro com uma atuação monstruosa, recebendo 8 vezes para 142 jardas, totalizando uma média absurda de 17,8 jardas por recepção! Com números assim, o time de Cleveland nada pode fazer, perdendo o jogo por 24x17, mesmo com uma surpreendente atuação, digna de um bom time, o que o Browns não é!
"Não intercepta, não intercepta, não intercepta..."

Mas, como já dito anteriormente, a rodada foi marcada por surpresas. Depois de uma memorável atuação contra os atuais campeões, muito se esperava do San Francisco 49ers, que foram à Kansas City, enfrentar o Chiefs. Mas a grande surpresa da temporada não é o time dos Niners. O time da casa, com mais uma ótima apresentação, destaca-se, já, como uma das maiores surpresas da temporada. A defesa novamente fazendo um excelente jogo, e o ataque, comandado pelo ex-reserva do Sr. Bündchen, Matt Cassel, aplicou uma envergonhante vitória em cima do time comandado pelo jovem Alex Smith. Cassel lançou para 3 TD e 250 jardas aéreas, em 27 tentativas para 16 passes completos, e 1 INT, enquanto Smith lutava contra a forte defesa dos Chiefs, que, depois da mudança para a formação 3-4, tampou os buracos de sua peneira, permitindo apenas 1 TD aéreo dos Niners (Smith terminou o jogo com 23/42, 232 jardas aéreas). O jogo terrestre de Kansas City também funcionou muito mais que o dos Niners. Mesmo o excelente RB Frank Gore, em 15 tentativas, só correu 43 jardas, uma média de 2,9 jardas por corrida, enquanto os 2 RB dos Chiefs, Jamaal Charles e Thomas Jones, juntos, totalizaram 31 tentativas para 192 jardas. Charles com média de 8,1 jardas por tentativa, e Thomas com 5 jardas por tentativa. Com isso, o Chiefs venceu seu terceiro jogo consecutivo, por 31 a 10, provando que, esse ano, não será como os que passaram.
"Ih! Fiz merda..."

A redenção da rodada veio diretamente de Houston. Finalmente o Dallas Cowboys resolveu vencer. E logo contra uma das surpresas da temporada, o Houston Texans. Matt Schaub, QB do time da casa, sofreu com a defesa dos visitantes, recebendo 3 sacks de DeMarcus Ware e lançando para 2 INT e apenas 1 TD, e pode apenas contar com outra grande atuação do RB Arian Foster, que em 17 tentativas conquistou 106 jardas. Já Tony Romo estava numa excelente tarde. Acertando ótimos 23 passes em 30 tentativas, para 284 jardas, ele e Roy Williams, WR que não vinha recebendo tanto, pela presença de Miles Austin e Dez Bryant, alcançaram 2 TD, que, junto com o TD de Marion Barber, levaram os Cowboys à vitória por 27x13.

 
"Alguém me seguuuure!"

Surpresa nenhuma foi o fato do Minnesota Vikings vencer o Detroit Lions. Mesmo com o time de Detroit tendo melhorado muito para essa temporada, ainda não é um time competitivo. Shawn Hill, seu QB, não é um bom lançador, não é muito versátil, nem tão ágil. Com Adrian Peterson tendo mais uma de suas atuações memoráveis, com 160 jardas em 23 tentativas, e 2 TD, não havia muito o que a defesa dos Lions, que ainda interceptaram 2 vezes o "vovô" Brett Favre, que não teve uma boa atuação, pudessem fazer para impedir a derrota por 24x10, mas já mostra que a meta do time é evoluir, e que, para esse ano, não se deve esperar muito deles.

 
"Caraca! Há quanto tempo a câmera não focava em mim?"

E os atuais campeões, o New Orleans Saints? Surpresa! Perderam! E perderam para um também surpreendente Atlanta Falcons, com uma atuação surpreendente do TE Tony Gonzalez, que ainda não parecia ter entrado em campo nessa temporada. Mas o jogo não foi desigual. Muito pelo contrário. O jogo foi tão equilibrado que foi decidido no tempo extra, com um Field Goal. Do Atlanta? Não! O do Atlanta não foi tão impactante. O que causou o maior impacto foi um erro miserável do K de New Orleans, Garrett Hartley, errando um FG de 29 jardas, que até um saci acertaria, dando a chance ao K de Atlanta, Matt Bryant, no drive seguinte, de acertar o seu chute, mais difícil, de 46 jardas, dando a vitória ao Atlanta. Os times trabalharam muito bem seu jogo. Drew Brees lançou 38 passes, acertando 30, para 365 jardas aéreas e 3 TD. O que atrapalhou o que seria uma excelentíssima atuação foram as 2 interceptações que ele recebeu. Outra grande atuação pelo time dos Saints foi a de Lance Moore. Com uma média colossal de 24,8 jardas por recepção, ele chegou a 149 jardas, em somente 6 recepções! Pelo lado dos falcões, as atuações mais marcantes ficaram por conta de Michael Turner e Tony Gonzalez. O RB correu 30 vezes, para 114 jardas terrestres, e 1 TD. O TE, um dos melhores da história da liga, recebeu 8 passes para 110 jardas, média de 13,8 por recepção, marcando uma vez, também.

 
"Já tá valendo? O quê?! Há 2 semanas?! Iiiiih!"

Mas nenhum jogo será tão surpreendente como a visita do Washington Redskins à St. Louis, para enfrentar o Rams. E qual é a grande surpresa? O Rams ganhou! Quer surpresa maior que essa?! Com uma boa atuação do calouro Sam Bradford, passando para 235 jardas, em 23 passes acertados, em 37 tentativas, para 1 TD, o time dos carneiros superou o time liderado por Donovan McNabb, que ainda padece de baixíssimas opções de passe. Santana Moss e Chris Cooley, mesmo com boas atuações, não foram capazes de superar a defesa do time da casa, que terminou o jogo com uma maiúscula vitória, por 30x16.


"Senta aí e aprende, Kolb."

O chocolate da rodada foi aplicado pelo Philadelphia Eagles, em sua visita à Jacksonville, fazendo os Jaguars parecerem nada mais que chihuahuas com virose. Com mais uma atuação sensacional do QB Michael Vick, que conquistou a vaga de titular do companheiro Kevin Kolb, passando para 3 TD (2 para Jeremy Maclin, 1 para DeSean Jackson), com 17 passes completos em 31 tentativas, para 291 jardas. Enquanto isso, do outro lado, David Garrard aparenta continuar em má fase, passando para, apenas 105 jardas, errando mais passes do que acertou (13 certos, 17 errados), motivo pelo qual o Jacksonville não marcou nenhum TD no jogo, que terminou em 28x3 para o time das águias.

 
"I WANT YOU!"

Peyton Manning continua tendo jogos sensacionais. O Indianapolis Colts venceu seu segundo jogo consecutivo, dessa vez sobre o Denver Broncos. Manning passou para 3 TDs, acertando 27 passes em 43 tentativas, para 325 jardas (Terceiro jogo consecutivo com mais de 300 jardas aéreas, em 3 na temporada). Austin Collie foi o principal alvo, chegando a incríveis 171 jardas recebidas, com 2 TD. Kyle Orton, QB do Broncos, também teve um excelente jogo, passando para 476 jardas, acertando 37 passes em 57 tentativas (Melhor jogo de sua carreira), mas, apesar desses incríveis números, passou apenas para 1 TD. O jogo terminou em 27x13, mas poderia ter tido placar maior.
"Pega maaaaal na booola!!!"

O jogo mais equilibrado da rodada foi realizado em Arizona, onde os Cardinals receberam outra surpresa da rodada. O Oakland Raiders apertou o time liderado por Derek Anderson, que só confirmou a vitória a 2 segundos do fim, quando o K de Oakland, Sebastian Janikowski, errou um FG de 32 jardas, que daria a vitória ao time visitante. Anderson teve um jogo razoável, com poucos passes, para poucas jardas (12/26, para 122 jardas), porém, com 2 TD em passes. O time contou com uma excelente atuação do RB Darren McFadden, correndo para 105 jardas em 25 tentativas. O jogo terminou em 24x23 para o time da casa, que contou com a sorte para vencer.
"Freakazoid, Fricassê!"

Outra considerável surpresa foi a vitória do Seattle Seahawks sobre o San Diego Chargers. Mesmo com Philip Rivers lançando para 455 jardas (29/53), o time dos Chargers sofreu, com 2 interceptações, uma derrota marcada pela excelente atuação do KR Leon Washington, retornando 4 chutes, sendo 2 para TD, um de 101 e um de 99 jardas. Matt Hasselback teve um jogo bom, passando para 220 jardas aéreas, 19 passes certos em 32 tentativas. O destaque dos Chargers foi o TE Antonio Gates, com 7 recepções, para 109 jardas e 1 TD. O jogo terminou em 27x20 para os Seahawks, mostrando que o San Diego pode não ser um time tão forte como o que se esperava.
"Só nos playoffs, né?! Então toma!"

O Sunday Night Football dessa semana aconteceu em Miami, onde os Dolphins foram derrotados pelo New York Jets, com uma atuação excelente do QB Mark Sanchez. O jogo foi marcado pela ausência de interceptações do QBs, mostrando que o jogo aéreo do Jets vem melhorando a cada rodada, e que o time deve ser bem analisado pelos seus adversários. Sanchez passou para 3 TD, além de 256 jardas, em 15 passes certos, de 28 tentativas. LaDanian Tomlinson também teve uma boa atuação, com 15 corridas, para 70 jardas e 1 TD. Pelo lado do time da casa, o destaque ficou com o WR Brandon Marshall, com 10 recepções para incríveis 166 jardas e 1 TD. Além disso, o WR foi parte importante no jogo corrido, participando inclusive das jogadas de Wildcat do time do Miami. Os Jets venceram por 31x23, num jogo muito equilibrado. Dois times fortes com chances reais de lutar por vagas nos playoffs.
"I'm back!"

O último jogo da rodada, o Monday Night Football, aconteceu no Soldier Field, em Chicago, recebendo a mais antiga rivalidade da NFL. O Green Bay Packers visitou o time do Bears, para um jogo emocionante até o seu final. Robbie Gould, depois de errar um FG e acertar outro, acertou seu segundo chute na noite, faltando 4 segundos para o fim do jogo, dando a vitória por 20x17 para o time da casa. O primeiro tempo foi dominado pelo time visitante, com uma excelente atuação do QB Aaron Rodgers (34/45, 316 jardas, 1 TD), interceptado apenas uma vez, com o cronômetro zerado, no fim do segundo quarto, numa tentativa de Hail Mary, onde qualquer interceptação não significaria muita coisa. O time abriu 10x0, mas deixou o Chicago marcar seu primeiro TD um pouco antes do intervalo, saindo para os vestiários com 10x7 no placar, e uma esperânça forte para o torcedor. No segundo tempo, a linha ofensiva do Bears se ajeitou, e a falta de jogo terrestre, somado às 18 faltas cometidas pelo time dos cabeça-de-queijo ajudou o time da casa a virar o jogo, depois de um fumble forçado pelo LB Brian Urlacher e recuperado por Tim Jennings. O destaque de Chicago ficou com Devin Hester, que, além de participações boas na recepção, retornou um punt de 62 jardas para TD, quando Green Bay vencia por 17x10.

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Depois dessa terceira rodada, três times se mantém invictos, e isso pode-se considerar uma surpresa, tendo em vista os três times:

- Pittsburg Steelers - O campeão do Super Bowl da temporada 08/09 está sem o seu QB, Ben Roethelisberger (suspenso até a quarta rodada), já tendo 3 diferentes QBs atuando, e ainda assim manteve a série de vitórias.

- Kansas City Chiefs - O time, no começo do ano passado, teve uma campanha exatamente inversa à desse ano, com 3 derrotas nos 3 primeiros jogos. Além disso, teve uma campanha muito fraca na temporada passada.

- Chicago Bears - Talvez a menor surpresa dentre esses times. Mesmo tendo tido uma campanha mediana na temporada passada - que não levou o time aos playoffs - o time trouxe bons reforços, inclusive para a comissão técnica, como o coordenador ofensivo Mike Martz.

Amanhã temos mais postagens! Se liguem!

domingo, 26 de setembro de 2010

Os fujões da NFL

"Vocês traíram o movimento, véi!"


Você sabe o que Vincent Jackson, Marcus McNeill, Darrelle Revis e Chris Johnson tem em comum, além do fato de serem todos bons jogadores de futebol americano? Todos eles correram o risco de perder essa temporada por questões contratuais. E, de certa forma, por vontade própria.
Todos eles boicotaram os training camps dos respectivos times (Chargers, Chargers, Jets e Titans) alegando que queria um novo contrato. Mas para não generalizar e explicar as coisas com calma, vamos mais devagar.
Darrelle Revis estava no seu ultimo ano de seu contrato de calouro, que iria lhe pagar cerca de um milhão de dólares. No entanto, Revis saiu de uma temporada de 2009 incrivel, se estabeleceu como o melhor cornerback da NFL e mostrou que é peça fundamental na defesa do Jets. Ele queria ganhar um contrato semelhante ao que Nhamdi Asamugha, cornerback mais bem pago da NFL, ganha. Ou seja, um contrato longo ganhando cerca de 15 milhões de dolares por ano!

Chris Johnson teve um ano de calouro bom, mas o ano seguinte foi sensacional. Correu para mais de 2000 jardas (O sexto na história a conseguir o feito) e quebrou o recorde de jardas de ataque, que contabiliza corridas e recepções. Assim, Johnson decidiu que merecia um contrato muito maior do que o contrato de calouro que ainda duraria dois anos, e boicotou as atividades do time dizendo que nao jogaria com um contrato daqueles.
Marcus McNeill e Vincent Jackson eram restricted free agents ao fim da temporada 2009. Isso significa que o Chargers tinha direito de cobrir qualquer proposta feita aos dois E alem disso, caso eles decidissem nao igualar, o time que os assinou teria que dar uma compensação (Escolhas no draft) para o Chargers, que estava pedindo muito alto. No entanto, ambos nao quiseram assinar as ofertas de 1 ano do Chargers, ambos queria conratos longos e com bastante dinheiro garantido.

A pergunta que fica é: Se esses jogadores são tão importantes para os seus times, porque os times nao assinaram logo os quatro em contratos longos para garantir que eles fiquem no time por bastante tempo e ainda acabarem com esse 'holdout', como é chamado esse boicote? A resposta é complexa e envolve uma coisa chamada Salary Cap. O Salary Cap, ou teto salarial, da NFL é um "hard cap". Ou seja, ele existe como um limite definitivo que nenhum time pode ultrapassar (Na NBA temos um "soft cap", mas falaremos disso em uma ocasião melhor). O salary cap da NFL é fixado com bastante antecedência num acordo feito entre a NFL e a associação de jogadores, e os times usam esse teto salarial como base para fazer seus contratos com os jogadores. No entanto, o acordo que a NFL e a associação tinham venceu ao final da temporada passada e nenhum acordo foi acertado para essa temporada. Isso significa que essa temporada não tem teto, se voce quiser assinar um contrato de um ano e 400 milhões com o Peyton Manning voce pode. Mas ao final dessa temporada, um acordo terá que ser feito para os proximos anos (O que pode gerar um novo boicote, dessa vez por parte de todos os jogadores), e um novo teto salarial deve ser fixado. O problema é que o que se espera para esse acordo é que o teto salarial caia, e ninguem sabe dizer o quanto. Isso explica porque os times estão com tanto medo de oferecer contratos longos envolvendo bastante dinheiro: Voce não sabe qual vai ser o salary cap pra se basear. E se voce oferece contratos monstruosos para esses jogadores por longos anos voce pode de repente se ver perto demais do salary cap, sem condiçoes de renovar contratos de outros jogadores por maiores valores ou assinar free agents de valor pra nao estourar o limite.

Os times ofereceram contratos curtos, com valor de um ano para os jogadores, enquanto eles queriam contratos longos. Essa discrepância de interesses gerou esses boicotes. Ao final, os times conseguiram o que queria, enquanto os jogadores tambem: Darrelle Revis assinou um contrato longo (Algo em torno de 46 milhões por quatro anos), ainda que abaixo de Asamugha (Mas o suficiente pro Revis garantir a alimentação dos bisnetos). Chris Johnson jogará esse ano com seu contrato de calouro sob a promessa do time de que quando sair o novo salary cap, ele será o primeiro a ganhar um contrato longo e milionário (Até porque eles não sao burros de querer seu melhor jogador e um dos melhores da NFL saindo). McNeill assinou ontem sua tender que tinha valor de U$ 3.600.000,00 quando foi oferecida, mas devido Às multas por atraso caiu pra 600 mil dolares apenas. Um contrato novo é esperando para a final do ano. McNeill terá que aguentar uma suspensão de tres semanas por nao ter assinado o contrato antes da temporada começar, mas apesar disso é um reforço considerável.
O mesmo se aplica a Vincent Jackson. Mas, no caso dele, a questão é um pouco diferente. Jackson tambem era um free agent restrito que queria um contrato longo e valioso. Quando o Chargers fincou o pé dizendo que nao ofereceria um contrato assim antes de sair o novo teto salarial, Jackson fez de tudo pra forçar sua saida. Mas o Chargers pediu alto por ele, e uma troca acabou nao acontecendo até ontem até quarta feira, que era a data limite pra ele assinar um contrato e ainda poder jogar na quinta semana. Agora terá que sentar, no minimo, mais uma semana. Mesmo assim, ele ainda nao assinou o contrato. Ele ja disse abertamente que espera uma troca e acha 'anti-ético' que o Chargers não o troque. Se até a sexta semana ele não assinar um contrato, ele nao poderá mais jogar esse ano. Eu pessoalmente acho que ele não joga mais pelo Chargers, e ele jogar ou não esse ano depende se ele vai ser trocado ou não.

Alguem mais alem de mim acha ridiculo o cara ganhar mais de um milhão por ano, terem oferecido um contrato de tres milhões e meio, e ainda ficar fazendo boicote porque quer ganhar mais? Nao que isso tenha relevância para o Vincent Jackson, que deve estar gastanto sua grana enquanto espera alguem resolver sua situação. Bons jogadores como VJax raramente ficam sem time por tempo demais.
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Como é dia de rodada, seguem abaixo os nossos palpites. Primeiro os do Celo e depois os meus(Vitor).
San Francisco at Kansas - 49ers , 49ers
Dallas at Houston - Texans , Cowboys
Tennessee at New York Giants - Giants, Titans
Pittsburgh at Tampa Bay - Steelers, Steelers
Detroit at Minessota - Vikings, Vikings
Atlanta at New Orleans - Saints, Saints
Cleveland at Baltimore - Ravens, Ravens
Buffallo at New England - Patriots, Patriots
Cincinatti at Carolina - Bengals, Bengals
Washington at Saint Louis - Redskins, Redskins
Philadelphia at Jacksonville - Eagles, Eagles
San Diego at Seattle - Chargers, Chargers
Oakland at Arizona - Cardinals, Raiders
Indianapolis at Denver - Colts, Colts
New York Jets at Miami - Jets, Dolphins
Green Bay at Chicago - Bears, Packers (Com sérias duvidas aqui, confesso)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Final das análises - Alex Smith e os San Francisco 49ers

Tirar a bola das mãos do Alex Smith ja foi nossa melhor jogada

Enfim terminamos os resumos das oito divisões da NFL. A ultima divisão, NFC West, foi postada hoje mais cedo, e embora tenha faltado um time, terminei o que tinha para postar. A partir de agora, os post serão novos, sobre coisas que virão a acontecer. Mas ja explico isso com calma. Para quem quiser ler os resumos das divisões da NFL, seguem os links abaixo.
Lembrando que o ultimo time que falta, o San Francisco 49ers, está nesse post.

Agora deixa eu me explicar. Como ja falei algumas vezes, eu escrevi todos os resumos entre a primeira e a segunda semana da NFL e postava uma por dia na FEIA. A NFC West caiu pra ser postada na terça feira.
No entanto, após o Monday Night (Niners vs Saints), eu fiquei em choque com o jogo. Sou torcedor dos Niners e tinha coisas demais passando pela minha cabeça naquele momento. Assim, reli o que tinha escrito sobre os 49ers... e apaguei tudo. Nao estava satisfeito com aquele resumo. Tinha muita mais coisa que eu queria falar, que eu tinha na cabeça e precisava colocar pra fora. Assim, a primeira coisa que fiz quando chegueie m casa na terça foi escrever um post enorme não só sobre o time do San Francisco, mas pelas situações que marcaram a decadência e reconstrução da franquia passando principalmente pela peça central do sucesso ou do fracasso dela, o quarterback Alex Smith. Foi um post longo e analítico, e eu fiquei satisfeito com o resultado, e confesso que gostei bastante de escrevê-lo. Na verdade, foi ele que me motivou a criar um blog. Um blog não pra dar noticias, e sim pra analisar as coisas que eu quiser, comentar, divagar, e falar sobre o que tiver na minha cabeça. Quem lê o blog de basquete Bola Presa, no qual eu me inspirei, sabe mais ou menos do que eu falo.

Assim, agora que eu ja postei as análises por divisão, vou começar a postar desse jeito. O que tenho a dizer sobre Alex Smith e o San Francisco 49ers segue abaixo, e no final acabei analisando pra completar os 32 times. A partir de amanha ou domingo eu vou parar com o ritmo alucinado de post desses dias e postar em media um texto por dia. Agradeço novamente a quem venha a ler isso, e espero que se divirtam.
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San Francisco 49ers
Ja aviso que, por falar do meu proprio time, talvez nao seja uma analise tao fria como as outras, talvez tenha uma dose mais passional. Mas tudo bem, somos humanos, torcedores, com emoções, então isso faz parte da graça.

Os 49ers sao um dos times mais tradicionais da NFL. Dominaram a decada de 80 ('Niner Decade') e mesmo na decada de 90, com a lesão e saida de Joe Montana, continuaram como fortes competidores atrás de Steve Young. Jeff Garcia conseguiu continuar esse legado durante algum tempo, mas Terrell Owens saiu, o resto do time fedia e Garcia tava ficando velho. O Niners passou por tempos negros. Saiu de Montana para Young e de Young para Garcia, e o time ficou em panico com medo de de repente parar de competir pelos playoffs (rotina na época) pra passar um tempo no fracasso. Ao inves de aceitar que ia passar por uma reformulação, o time passou por uma má gestão: Gastou muito dinheiro com quem nao precisava ou nao devia, tentou remendar o time, gastou demais pra ter resultados de menos. No final, perdemos nossa hegemonia na NFC West, o time estava com um rombo na contabilidade enorme e nao tinha quem prestasse no time. Em 2004, enfim, amargamos o ultimo lugar da NFL.

Como voces sabem (Para quem é novo em NFL, fica a dica) o ultimo colocado na NFL é o que começa escolhendo em primeiro no draft seguinte. Com a primeira escolha do draft, os 49ers draftaram Alex Smith. Smith tinha sido um ótimo QB em Utah, e foi escolhido para ser o novo QB da franquia, uma franquia por onde ja passaram dois dos melhores Quarterbacks que ja pisaram nessa Terra. Só que como todos sabem, Smith foi uma decepção. Como todo QB que jogava num spread offense no colegial, haviam duvidas sobre como ele jogaria under center(Quando o quarterback recebe o snap com a nao junto do Center, e nao a uma distancia). Bom, ele jogou mal, perdeu muitos jogos e perdeu a confiança. A sorte da franquia foi que, na terceira rodada, draftou um corredor chamado Frank Gore.

Enquanto Gore mostrava que era bom pra valer, Alex Smith sofria pra se adaptar à NFL. Falta de experiencia, falta de um bom coordenador ofensivo e talvez até de capacidade fizeram ele sofrer como titular, até que se machucou feio no final da temporada seguinte.
A lesão foi séria e fez Smith perder duas temporadas, e quando voltou foi como reserva. Nesse meio tempo os Niners fizeram ótimos drafts, pegando por exemplo Patrick Willis e Vernon Davis. Em 2008 nosso QB titular foi J.O. Sullivan, e em 2009 Shaun Hill, com Smith no banco. No entanto, em 2009, Hill estava num jogo péssimo, perdendo de 21 a 0 no intervalo contra Houston. Smith foi entao colocado em campo e terminou o jogo com 200 jardas e 3 TDs em metade de um jogo e só nao levou o time à vitòria por causa da grande desvantagem no primeiro tempo. Desde então, Smith teve uma boa temporada. Alguns problemas de comunicação, falta de entrosamento e de confiança, mas terminou o ano com bons numeros: 18 TDs e só 12 Ints. Foi um Alex Smith bastante diferente do que estavamos acostumados a ver, um Alex Smith que nao só um jogador, era um lider, conduzia o time, chamava jogadas, mostrava maturidade e confiança no pocket. Foi nomeado o titular para 2010 e as esperanças nele voltaram a crescer.

Em 2010, Kurt Warner se aposentou e o Arizona perdeu seus principais jogadores. Era a chance pra, enfim, retomar a ponta da Divisão. A offseason foi tranquila e o draft trouxe jogadores importantes, principalmente para a linha ofensiva, com Mike Iupati e Anthony Davis. O grupo estava montado, a grande duvida era Alex Smith e até onde ele poderia levar um time muito bem montado.
Até agora, nao temos uma resposta. Smith teve um jogo muito fraco contra o Seattle, após um começo bom vendo Maurice Morris furar uma bola na end zone, um TD de Josh Morgan ser anulado e o mesmo Morris escorregar numa 4 pra 1 na linha do goal. Smith ficou nervoso, perdeu a cabeça e lançou interceptações, passes toscos, e jogou muito mal.
Contra o Saints, todo mundo esperava o mesmo, e foi assim que começou. Mas depois de uma interceptação, Smith mudou: Começou a ousar nos passes, e acertar esses passes. Comandou o ataque como um lider, se impôs, e mostrou que talento nao é o problema ali. Nao saiu com a vitória por incompetencia de alguns jogadores e azar. Mas foi uma postura totalmente diferente para Smith, que foi impressionante conduzindo uma campanha no final do jogo para empatar a partida, com uma maturidade e liderança que muitos, incluindo eu, nao sabiam que ele tinha.

No final, parece que o Niners está de volta onde começou. Uma partida sofrivel do Smith seguida por uma brilhante. O problema é essa inconstancia. Pra mim nao é falta de talento, e sim excesso de pressão: Se Smith fosse uma escolha da terceira rodada, ninguem ia ligar que ele fedeu como novato, nao teria pressão em cima dele, ele nao botaria tanta pressão nele mesmo e teria tido calma pra evoluir e ainda seria uma boa steal no Draft. Por ser uma primeira escolha, todo mundo sempre vai pegar no pé a cada erro e falar que ele foi um bust. Nas poucas vezes que vi o Alex Smith calmo e princpalmente confiante, vi um Quarterback talentoso, ágil, que sai bem do pocket e que tem boa precisão, apesar de nao ter um braço muito forte (ainda que tenha lançado duas bombas maravilhosas contra o Saints). Mas infelizmente ninguem sabe que Smith aparecerá em cada jogo. Por isso prever algo para esse time é muito dificil: Se Smith jogar como jogou contra o Seattle, estamos ferrados. Se ele jogar como jogou contra Saints, tenho certeza que vamos à pós-temporada e ainda causaremos problemas la. Fica a esperança de um torcedor. E a dúvida.
Problemas com o Smith à parte, o time tem um bom ataque. Michael Crabtree e Morgan são uma excelente dupla de WRs e que ainda tem Ted Ginn, machucado, para se juntar. Vernon Davis mostrou ano passado que pode ser um dos melhores TEs da NFL e Gore é um dos jogadores mais underrateds da NFL em anos. Sabiam que ele tem a maior sequencia ativa de temporadas com mais de 1000 jardas? Pois é. A linha ofensiva foi a maior fraqueza do time ano passado, mas esse ano trouxe duas escolhas de primeira rodada(Davis e Iupati) pra reforçar e tem a volta do Joe Stanley, que perdeu boa parte da temporada passada com lesões. Como toda linha ofensiva com varios calouros, ela vai feder um pouco no começo, mas vai melhroando devagar com o tempo e a experiencia. Só ver o jogo contra o Saints: começou tomando um vareio do rush do Saints, cedendo pressão e espaços, mas ao longo do jogo foi melhorando e Smith começou a ter mais tempo pra trabalhar no pocket. Essa pirralhada ainda precisa crescer, mas tem potencial.

A defesa dos Niners, por outro lado, é uma das melhores da NFL. A linha de frente é excepcional, Patrick Willis é o melhor MLB da NFL (Sorry Lewis, voce ainda é um monstro, mas ta velho), e o conjunto de coajuvantes é excelente. O Pass Rush melhorou muito ao longo do ano passado e com a chegada do Travis LaBoy deve melhorar ainda mais. A secundária ainda tem alguns probleminhas, mas Dashon Goldson é um safety muito fisico e eficiente, Nate Clements um bom CB e os calouros Taylor Mays e Navarro Bowman tem impressionado os criticos. Mais um Cornerback pra aliviar pro Clements seria fundamental, e o Mays tem que amadurecer pra virar titular, mas ainda é uma unidade muito boa, muito fisica e que conseguiu segurar muito bem o Saints. Ano passado foi a terceira melhor da NFL em pontos cedidos!! E uma das mais eficientes dando sacks e criando turnovers.

Acho que o principal problema do Niners é a inconsistencia, principalmente quando joga fora de casa. O potencial do time é imenso, o time é muito jovem e vai crescer MUITO ao longo dessa temporada e das proximas, mas apesar do potecial tem que pensar no talento que JA ESTA ali. Mas parece que as vezes o time nao consegue usar. Um jogo toma uma surra do Seattles e no outro ta quase ganhando dos campeões. O time é imaturo, o tecnico ta só na segunda temporada, e ainda tem muito a evoluir. Ainda nao é um time pra agora, embora eu ache que ganha a divisão. Daqui a um ou dois anos eu acredito que verei esse time brigando pelo topo. Mas pra isso tem que resolver esse problema. Nao pode jogar de formas tao variadas nos jogos! E principalmente, tem que parar com os turnovers idiotas! O time foi lider de fumbles em Punts em 2009 tambem, e ja teve um esse ano!
Alex Smith com calma e confiança, um elenco jovem que vai aprendendo na marra, um bom tecnico, motivador, consistência, um ataque muito completo, um jogo terrestre matador e uma defesa fortissima. Essa é a formula do sucesso para os Niners.

Rating: B
Rating controverso porque, como ja disse, é um time muito inconstante. O time pode jgoar como B+ ou como C, é imprevisivel. B é uma boa média. E repito, eu acredito nos playoffs.

Análises dos times - NFC West

Finalmente, a NFC West, a ultima divisão que faltava. Pois é, mas tem um detalhe: Os mais observadores de voces vão reparar que está faltando um time. Isso mesmo, são análises de só tres times. Porque nao tem quatro?
Simples. Mas voces só vao descobrir no proximo post, que é onde eu vou postar o time que falta. Coincidência (Ta, não é) ou não, é o meu time, os San Francisco 49ers. Mas tudo a seu tempo, por hora vamos falar dos outros tres times da divisão mais fraca da NFL.
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"Ta vendo? Eu também sou fortinho!"

Arizona Cardinals
O dono da divisão nos ultimos dois anos (E um dos times mais divertidos de se assistir da decada), o Cardinals redescobriu o genial Kurt Warner e ele os levou até o Super Bowl. No entanto, a idade pesou e como nem todo mundo é Brett Favre, se aposentou. O espaço vago seria ocupado pelo ex-vencedor do Heissman Trophy e campeão da NCAA Matt Leinart, reserva de Warner. Só que quando o vovô se machucou ano passado, Leinart teve partidas fracas que levantaram desconfiança. Assim, trouxeram o ex-Pro Bowler, ex-Browns e ex-bom Derek Anderson. Mas a maior surpresa estava por vir: Leinart foi dispensado antes do começo da temporada. Ah, mas os problemas nao param por ai. Boa parte da defesa estava para se tornar free agent e o Arizona nao tinha dinheiro para manter a todos. Escolheram manter Darnell Dockett, mas perderam Antrell Rolle (Kerry Rhodes é bom, mas Rolle era melhor) e Karlos Dansby. Ou seja, dos quatro principais jogadores da defesa, dois sairam. Alem disso, ofensivamente tambem tiveram a perda de Anquan Boldin.
Ken Whisenhunt, novo tecnico do Arizona, sempre foi adepto do jogo terrestre, e era a previsão para o time sem Leinart e com Beanie Wells. Só que Wells se lesionou na pre temporada e adiou os planos de Whitehurst. Com a volta de Wells, esperem um jogo terrestre tentando levar o time pra frente. Os excelentes alvos, como Larry Fitzgerald e Steve Breaston, estão lá. Mas de que adianta se ninguem consegue acertá-los??
A defesa, que ja nao era das mais fortes, se enfraqueceu violentamente. O buraco deixado por Dansby é incrivel e Rodgers-Cromartie insiste em se machucar. Ainda assim, numa divisão fraca, talvez seja o suficiente pra ir aos playoffs.

Rating: C+
O Cardinals nao é nem sombra do de dois anos atras. Simples assim. Nao adianta voce ter Larry Fitz, um dos melhores WRs do mundo, e tentar fazer o Anderson passar pra ele. É como ter o Hugo tentando dar assistencias pro Ibrahimovic. O QB fede, a defesa ficou fraquinha com as perdas e o melhor RB do time se machucou. Será que conseguem ir denovo para a pós temporada? Nao duvido, ninguem na divisão pareceu melhor até agora, mas tem muitas brechas ai...

Patrick Kerney quer um abraço

Seattle Seahawks
A NFC West é a divisão das franquias decadentes. Os Niners foram campeões em 96 e tinham um bom time no começo da decada com a dupla Terrell Owens - Jeff Garcia. Os Rams chegaram 2x no Super Bowl e ganharam um. Os Cardinals foram pro Super Bowl em 2008 e perderam pros campeoes Saints ano passado. E os Seahawks... Chegaram no Super Bowl de 2005!! DA pra acreditar?? Aquele time nao era de forma alguma um timasso, mas tinha uma defesa bastante sólida e o ataque liderado pelo MVP Shaun Alexander e pelo excelente e carequinha (E hoje vovô de vidro) Matt Hasselback. O time foi pra final e perderam num jogo muito controverso para os Steelers. DEpois disso... Alexander nunca mais jogou nada, lesoes fuderam com a carreira do Hasselback, e a defesa nunca mais foi a mesma. O resto é facil de imaginar. Em 2007 foram pros playoffs e perderam do fortissimo Packers na segunda rodada. Em 2008 foram um dos piores times. A reestruturação do Seahawks ta só começando e ainda vai demorar, o QB ainda é o Hasselback, os RBs nao sao grande coisa... Mas aos poucos ta indo. Trouxe o Pete Carroll, que é muito bom, da NCAA pra ser o tecnico e teve draft brilhante. A vontade deles é nao pagar mico e ter paciencia, mas talvez esse seja o time de playoffs dessa fraquissima conferencia.
O ataque depende demais do Hasselback, o jogo terrestre é fraco e a linha ofensiva (Sem o lesionado Russell Okung) nao ajuda. Tem WRs decentes, mas nao tem uma unidade no ataque.
Engraçado notar que geralmetne as reestruturações dos times começa pelo ataque. Bradford, Stafford... Mas nao pros Seahawks. Carroll é um bom tecnico defensivo (por isso ele veio) e o time trouxe bons nomes na offseason/draft, sendo o principal deles o Safety Earl Thomas, ótimo jogador. Ocasionalmente o time terá grandes jogos e vencerá, como na primeira rodada. Mas isso é a excessao e nao a regra.

Rating: C+
Com os decadentes Cardinals e os imprevisiveis Niners, talvez o Hawks consiga cavar uma vaguina nos playoffs, mas sem chances de brigar por mais.


Kenneth Darby encontra um amigo

Saint Louis Rams
Em meio às discussões sobre uma possivel volta da Franquia a Los Angeles, ninguem percebe o quanto o time fede. Porque bem, ele é uma piada de mau gosto. O time teve um dos melhores ataques da história com Kurt Warner, Isaac Bruce, Torry Holt e Marshall Faulk (The Greatest Show on Turf) e coordenados por Mike Martz, um gênio, hoje no Bears. O time foi campeão em 99, perdeu a chance em 2000 com a lesão do Warner e em 2001 só foi parado no Super Bowl pela fortissima equipe do New England PAtriots, com um QB novo e inexperiente escolhido na sexta rodada do draft, chamado Tom Brady. Warner saiu, Bruce e Holt envelheceram e Faulk aposentou. O time se desfez e após tentativas sucessivas de remendar a bagaça em torno de Marc Bulger (Na época um ótimo QB, mas sem time), alguem com meio cérebro viu que nao tava dando certo e decidiu recomeçar o time. Brilhante, não? Ninguem tem visão como o Rams em toda a Liga, incrivel. Patriots e Cowboys podiam aprender muito com eles.
A questão é que o time era péssimo, tudo que eles tentavam dava errado, gente se machucava, saia, nao jogava nada, um até morreu, e o Bulger perdeu seus bons anos num time patético. O time agora parece que começou a melhorar: Tem Steven Jackson, que é um bom corredor, e Sam Bradford, first pick do draft... Sem outro RB pra dividir carregadas, sem bons WRs, sem TE, e sem linha ofensiva. Isso nao é um ataque, puta que pariu!! Nao da pra levar essesse time a sério! Se o ataque ja e´assim, imagina a defesa. A defesa do Rams é quase tao ruim quanto o macarrão do Augusto, e quando seu melhor jogador defensivo disparado é o O.J. Atogwe... Bem, voce fede. Bradford é a unica esperança mas ficaria muito surpreso se o time nao terminar com uma das tres piores campanhas.

Rating: D-
Steven Jackson e Bradford salvam o time de um patético F. De resto, acho que se juntar o BAN e os Devil Peas, a gente ganha deles.

Análises dos times - NFC South

É isso ai, ta acabando, faltam só mais duas, e uma delas tem um post especial, mas voces vao ver isso mais pra frente. NFC South agora, NFC West umas 7h e termino com um post especial à meia noite.
Lembrando que os posts das outras divisões estão abaixo, é só procurar.
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Tracy Porter acabou de reconhecer sua noiva na torcida

New Orleans Saints
Os atuais campeões querem provar a todos que o Lombardi Graas ainda não acabou repetindo o feito historico que conseguiu ano passado, levar pra a cidade devastada pelo furacão Katrina o Lombardi Trophy depois de um durissimo processo de reconstrução. Pra isso o Saints conta com a mesma base que levou o titulo ano passado, sem grandes perdas ou ganhos (Tirando a lesão do Darren Sharper, mas ele volta). Do talento dos jogadores ninguem duvida, mas será o suficiente pra ser o primeiro bi-campeão da NFL desde o Patriots em 2003/2004?
O ataque sempre foi a força motriz do Saints desde que Drew Brees chegou em 2005 via free agency (Só foi jogar pra valer em 2006, por causa de lesões). Naquele ano foram aos playoffs (e à final de conferência), mas nos anos seguintes colecionaram pessimas campanhas e ótimas atuações do Brees (Ele ficou a umas 70 jardas de bater o recorde de mais jardas aereas numa unica temporada em 2008), sendo que em 2008 conseguiram perder incriveis QUATRO jogos por causa de erros de Field Goal(Martin Gramática, estou olhando pra voce!). Brees está devolta pra liderar o ataque do Saints, que conta com bons alvos ainda que inconstantes (Essa é a vantagem de serem varios: Quando um ta mal, taca nos outros!) como Marques Colston e Robert Mecheam, e uma boa linha ofensiva. Mas o Saints são a prova de que times com bons QBs PODEM ter ataque terrestre! Foi o 8º melhor em 2009 com Pierre Thomas, Mike Bell e Reggie Bush. Bell saiu mas os outros dois ainda tao la pra liderar um dos ataques mais eficientes da NFL.
A defesa, no entanto, foi o diferencial das campanhas de 2007/08 pra 2009. O ataque produziu como de costume, mas a defesa que trouxe as vitorias (Mesmo quando tomava 30 pontos, em 2008 tomaria 45). Pra isso a chegada de Darren Sharper foi essencial e continuará sendo assim que o Safety voltar de lesão. Johnathan Vilma tambem foi muito util em 2009. Nao é uma defesa excepcional, mas força muitos turnovers e complementa muito bem o ataque explosivo do time.

Rating: A-
Problemas com lesões na defesa impedem uma nota maior para os campeões, mas nao duvidaria nem um pouco de um bi campeonato aqui. As peças chave continuam lá. Vamos ver se a motivação permanete intacta tambem. Ter um ótimo técnico como Sean Payton deve ajudar.


'Antoniooooo Nunes!'

Atlanta Falcons
Confesso que esperava mais desse time ano passado, e por isso talvez eu esteja com um pé atras com relação a eles. O Falcons sofreu bastante quando Michael Vick foi preso e teve um ano patético tentando achar um QB. No final, desistiram e draftaram um novo, Matt Ryan, que depois de uma temporada brilhante foi eleito Offensive Rookie of the Year. Ano passado todo mundo esperava uma evolução daquele calouro que mostrou tanto potencial e maturidade levando o Falcons pros playoffs. Mas Ryan machucou muito, quando saudavel nao conseguiu mostrar o mesmo potencial, Michael Turner machucou, e a defesa nao aguentou. Agora com Ryan saudavel (Turner nem tanto, mas ele chega lá), a adição de um calouro, Sean Wheaterspoon, a chegada de um veterano (Dunta Robinson) e a recuperação de outro(John Abraham), o time parece pronto de novo para voltar aos playoffs.
A má noticia é que com Turner ainda lesionado, o ataque depende muito de Jason Snelling e Jerious Norwood. A boa noticia é que eles tem tido grandes partidas substituindo o Turner, mas Turner saudavel é um dos melhores RBs da NFL, por quanto tempo será que Snelling consegue segurar a onda? Outro problema é Matt Ryan. Uma primeira rodada fraca pode ter desanimado alguns(Atualizando:  mas uma segunda rodada brilhante pode anima-los denovo. Qual será o verdadeiro Ryan?) Os alvos tambem terão que ajudar: Tony Gonzales é o maior TE da história e Roddy White um Pro-Bowler, mas os outros alvos sao um tanto inconstantes. Michael Jenkins ja teve bons jogos e se conseguir manter, deve ajudar.
A defesa teve problemas sérios na secundária ano passado, mas esse ano teve a volta de John Abraham, seu principal pass rusher, e adicionou o versatil Linebacker Sean Wheaterspoon, que deve dar uma ajudada num pass rush que era fraco. Robinson de CB deve completar um upgrade nessa defesa, que realmente passa a ser de respeito

Rating: B+
Turner voltará e Matt Ryan deve continuar se encontrando ao longo da temporada. A defesa fez um bom trabalho corrigindo seus pontos fracos (Rush e secundaria) e impoe respeito. Ryan ainda é a chave, mas o time promete.


Todos reverenciam Josh Freeman

Tampa Bay Bucaneers
Os Bucks estavam 10-2 em 2008 e com o segundo lugar na NFC. Terminaram o ano 10-6 e perderam os playoffs. Acho que isso explica um pouco o que tem sido o Tampa recentemente. Depois que foi campeão com a maravilhosa defesa de 2002 (Volta, Warren Sapp!), o time desmontou mas trouxe o bom QB Jeff Garcia. O QB era bom, o time nao era dos piores, mas nao dava pra conseguir muita coias porque tinha muita gente melhor. Jeff Garcia envelheceu, Sapp aposentou, e o resto do time caiu em desgraça. Depois do fiasco dos vovôs (O time era bem velho) em 2008, decidiram se renovar tambem, draftando Josh Freeman, se livrando de velharias (Estou olhando pra voce, Antonio Bryant! Alem de velho nao tem joelhos!) e aceitando feder um pouco. Mas pra enorme surpresa de todos (Aposto que deles mesmos tambem) Freeman foi um QB decente e o Bucs ganhou varios jogos com ele no final do ano passado (inclusive do Packers). Aceitando a grata surpresa, buscaram evoluir. Trouxeram Gerald McCoy e Brian Price pra compor a frente da linha defensiva Tampa 3, Arrelious Benn e Mike Williams pra dar alvos novos pro Freeman continuar a evoluir e ainda deram sorte em achar em Cody Grimm um jogador muito promissor na quinta rodada. Ou seja, eles sabem que precisarão comprar chupetas novas para a temporada, o time é muito novo, mas tem muitos jogadores talentosos. Ainda falta melhorar bastante a defesa e renovar o jogo terrestre, mas digamos que o Bucs sao um time com um futuro bastante interessante. Bom QB, bons WRs, uma boa linha defensiva e boas peças no resto da defesa. Esse ano começaram com um 2-0 e nao duvido que termine esse ano com um record perto de 8-8.

Rating: B-
Ainda ta cedo pra esse time falar em playoffs, mas eu acho um time muito promissor com uma molecada muito talentosa. Ainda vamos ouvir falar muito nesse time num futuro proximo. Se jogasse numa divisão mais fraca talvez conseguisse brigar por uma vaguinha, mas ja está ótimo do jeito que está... E que vai ficar!


"Um pequeno passo para mim..."

Carolina Panthers
Se voces ainda nao entenderam que a NFL é um dos lugares mais malucos na Terra, provavelmente perdendo apenas para o meu quarto, aqui está mais uma prova. Em 2008 os Panthers foram um dos melhores times da NFL (o terceiro), 2nd seed numa forte NFC, e seu QB Jake Delhomme(Sim, o do Browns) teve uma temporada brilhante acompanhada pelo ja genial DeAngelo Williams e do entao calouro Johnathan Stewart. A defesa era fortissima, o ataque aéreo brilhante e o ataque terrestre o segundo melhor da NFL (Perdendo, pasmem, pro Giants). Perderam nos playoffs pro Cardinals.
Ano passado, nao perdeu ninguem, todo mundo com grandes expectativas... E o time simplesmente fedeu de uma hora pra outra! Delhomme virou o rei das interceptações, os WRs nao produziram e a defesa virou uma peneira. Inexplicavelmente, um candidatissimo a titulo virou a piada da Liga! A solução foi mandar Delhomme embora e começar com o novo Matt Moore, mas...
Bem, Matt Moore fedeu na pré temporada, fedeu na sua estreia, (Atualização: e fedeu tanto no segundo jogo que até foi substituido.) Bem triste para o jovem QB que tinha o apoio da comissão tecnica. (O calouro Jimmy Clausen entrou no seu lugar e vai começar a terceira rodada de titular, o que indica que os Panthers realmente nao tem muitas opções.) O corpo de WRs nao ajuda: Tirando Steve Smith, que era um dos melhores WRs da Liga, nao tem mais ninguem que se salve ali no meio. Os RBs ainda são geniais, mas sem um jogo aéreo fica facil demais marcá-los e nao farão milagres sozinhos. A defesa ainda tem uma secundaria razoavel, mas o conjunto é muito fraco. A esperança do time realmente está no Clausen, que se reviver o ataque aéreo do time, pode conseguir algumas vitorias. Time claramente em desmanche, mas dependendo do quanto o Clausen se mostrar pronto pra NFL, talvez um time entrando no periodo de reestruturação.

Rating: C
Eu amo a dupla de RBs do Panthers e acho que Clausen é um bom QB, mas nao resolverá nada de imediato e o resto do time é fraco demais pra ajudar. Vai brigar até o fim (pela primeira escolha do Draft), ainda que tenham alguns times piores (Oi Bills).

Análises dos times - NFC North

Mais cedo eu postei a NFC East, e agora trago a NFC North. Mais tarde trarei ainda a South e a West pra fechar a NFC. Caso queira ver os outros resumos de divisões, é só pegar no post abaixo que tem os links diretos pra todos. Lembrando mais uma vez que todos esses resumos foram escritos ANTES da segunda rodada da NFL, só atualizei alguns detalhes (Como os numeros do Best) depois dela.
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"O Favre ainda ta olhando pra mim?"

Green Bay Packers
Packers passaram por periodos conturbados recentemente. Da 'aposentadoria' de Brett Favre, seu retorno e a recusa dos Packers em aceita-lo de volta, promovendo o jovem Aaron Rodgers, fedendo um pouco, ai ano passado superando as dificuldades pra ir para os playoffs e perdendo num jogo épico para o Arizona Cardinals... O time de Green Bay começou o ano como um dos favoritos a ir ao Super Bowl, e até agora tem feito jus a essa fama. No entanto, o time tem que superar as lesoes e suspensões: Ryan Grant e Johnny Jolly vão perder a temporada toda, o que é um desfalque consideravel.
O ataque, no entanto, vive e morre com o ótimo Aaron Rodgers. De sombra do vovô Favre a um dos melhores QBs da Liga, Rodgers está assumindo com sucesso a enorme vaga deixada por Brett. Embora eu ache que Rodgers ainda tem que resolver alguns problemas no seu jogo, é inegavel seu enorme talento. E tambem nao pode reclamar de falta de alvos: Jermichael Finley, Donald Driver, Greg Jennings e James Jones são excelentes jogadores (E tirando Driver, novos), explosivos e que complementam perfeitamente o braço forte de Rodgers. Mas o time tambem tem dois problemas. A linha ofensiva melhorou e pegaram Brian Bulaga no draft, mas ainda é fraca. Mas o maior problema é que com a contusão de Grant o time passa a ter que confiar em jogadores muito fracos pro jogo terrestre. E só passando é muito dificil ser campeão!
A defesa ainda é excelente, e eu sou apaixonado pelo jogo do Clay Matthews, desde o ano passado defendo que ele vai ser um dos melhores pass rusher da Liga. No entanto Jolly fara muita falta, o Nose Tackle nas defesas 3-4 sao sempre escondidos mas extremamente importantes. Mesmo assim o resto da defesa é muito completo e a secundaria, saudavel, é excepcional. Minha preocupação aqui é a inconsistencia. Afinal, tomaram 54 pts do Arizona nos playoffs com uma defesa ainda melhor que a atual. Mas lesões ainda assombram a defesa do Packers, e um dos desafios será se manter saudavel. Saudavel, no entanto, é uma das melhores da Liga.

Rating: A-
O - é pela lesão de Grant. Com Grant saudavel, a defesa 100% e com Jolly, acho que Packers seria meu unico time A+. Mas ainda é um time fortissimo e candidato a Super Bowl.


"Can't touch this!"

Minessotta Vikings
Vou dizer de cara: Nao acredito nos Vikings com a mesma força no ano passado. O Vikings amargou dias duros sob a liderança de Tarvaris Jackson e Chester Taylor, mas tudo mudou com a chegada de Adrian Peterson e futuramente Brett Favre. Foi um dos times mais incriveis do ano passado e só parou no campeão Saints num jogo épico. Mas depois de uma cirurgia do vovô e uma nova novela pela sua volta, estamos aqui.
Nao confio na volta do Favre. Ele vai encontrar seu jogo, jogar bem,e ganhar jogos, ams nao no mesmo nivel do ano passado. A lesão vai atrapalhar muito, e a falta de alvos tambem. O bom Sidney Rice perdera metade da temporada, Percy Harvin tem problemas sérios com dores de cabeça, e Bernard Berrian simplesmente fede. Vishante Shiancoe é bom, mas nao pode resolver sozinho. O jogo terrestre ainda tem Adrian Peterson, que ainda é genial, mas depois de alguns anos se tem esse problema: Voce começa a ser marcado em excesso. Ainda é um RB excelente, ainda vai ter numeros incriveis e partidas brilhantes, mas nao vai ter mais tantos espaços, principalmente se o ataque aéreo nao se encontrar.
A defesa nao é brilhante, mas é boa. É bem montada e funciona bem em equipe, mas falta um pouco de talento. Mas ainda tem uma linha excelente (O Paredão Williams) e o ótimo Antoine Winfield, e conseguirá incomodar. Mas nao ganha jogos sozinhos como ganha as defesas top da Liga. Pra esse time se encontrar, o ataque tem que liderar. A defesa aguenta o tranco, mas só.

Rating: B
Nao acredito em Brett Favre. Talvez um B+ fosse mais justo porque chegando ao fim da temproada terão Rice de volta e Favre possivelmente terá se achado. Mas até la ja foram 8 jogos e isso pode bastar pra tira-los dos playoffs na forte NFC. A nota vai pelo balanço das peças ao longo da temporada
"Help! I need somebody, help!"

Chicago Bears
Bears viveu tempos agitados: Desde a final do Super Bowl de 2006, derrotados mais pela propria incompetencia de Rex Grossman do que qualquer tipo de pressao do Colts, passando por tres temporadas sem ir pros playoffs e agora tentando se reerguer. Ano passado trouxe Jay Cutler que teve uma pessima temporada, esse ano trouxe Julius Peppers e principalmente Mike Martz pra tentar voltar à pós temporada. Pra isso eles contam com a evolução de Cutler (Que invariavelmente passa por Martz, um genio de coordenador ofensivo), com a volta de Matt Forte de um fraquissimo ano e de uma defesa reforçada, com Hunter Hillenmeyer(Tambem conhecido por mim como 'Erlenmeyer') e Brian Urlatcher voltando de lesão.)
Ja digo que nao acho que Cutler feda. Ele teve temporadas brilhantes no Broncos, e se conseguir se controlar e com um coordenador ofensivo genial (e que ameace cortar seus bagos caso faça merda) que é Martz ele deve ter uma grande evolução. Esperem muitas jardas e touchdown (E possivelmente interceptações tambem... A comparação dele sempre foi com Favre, muitas jardas, mtos TDs e muitas ints). Os WRs são novos e nao sao muito confiaveis, mas se bem usados podem contribuir, e a evoluão deles é imprevisivel. Depende muito do QB tambem. O jogo terrestre nao existiu ano passado em parte por culpa da fraquissima (ainda fraquissima) linha ofensiva. Mas Martz sempre gostou de passar pra RBs (Né, Marshall Faulk?) entao esperem mtas yards from scrimage do Forte.
A defesa tem uma frente boa: Peppers, Erlenmeyer, Urlatcher, Lance Briggs... Mas a secundaria é vulnerável. Mas desde que a belissima defesa de 2006 se desfez, é a primeira vez que eles tem um ataque (pra mim) capaz de ganhar jogos. A linha de frente e o pass rush do Bears com certeza facilitará um pouco a vida da secundária, a questão é até que ponto.

Rating: B-
Me cocei pra dar B pro Bears, mas a defesa me impediu. Talvez eu confie demais no Cutler, talvez eu olhe pra ele e veja o QB genial e promissor do Broncos. Mas eu acho que ele pode evoluir com Martz. Vamos ver como o time lida com lesões e a evolução dos WRs. Tem potencial pra crescer.
Os Lions comemoram a chegada de Best e Suh

Detroit LionsUnico time da historia a perder os 16 jogos. Ano passado ganhou dois ou tres jogos. Grande piada da Liga nos ultimos anos. Desde Barry Sanders nao tem um time capaz de preocupar alguem (Nao que o TIME daquela época fosse decente, é que se desse a louca no Sanders ele corria pra 200 jardas e 3 TDs e ganhava mesmo assim). Mas tem alguns pontos promissores nesse time. Começou em 2007 com a vinda de Calvin Johnson, mas a falta de um QB que prestasse ainda era incrivel. Em 2009 trouxeram Matthew Stafford e agora Jahvid Best, sem falar em Ndamakong Suh, cotado como o melhor jogador do draft. É um time que aceitou feder e vem numa ascenção. Nao vai brigar por nada, mas será um dos times mais divertidos de acompanhar nos proximos anos.
O ataque tomou um golpe durissimo com a lesão de Matthew Stafford, e agora terá que se virar com o fraco Shaun Hill. Mas como ninguem (nem eles mesmos) esperam nada pra essa temporada, vamos falar do Stafford saudavel. Stafford é um QB que mostrou muito talento ano passado mesmo com uma linha ofensiva sofrivel, Calvin Johnson é uma possivel superestrela, Brandon Pettigrew é um TE bem atlético e Jahvid Best um calouro muito promissor, que correu pra 2 TDs na sua estreia (Atualizado: E mais 2 TDs e 76 jardas terrestres hoje, 150 jardas e 1 TD recebendo). Apesar de novos, eles tem muito potencial, e será muito divertido ver como eles evoluem nas proximas temporadas. Falta melhorar a linha ofensiva, mas isso é tarefa pro proximo draft.
A defesa, no entanto, ainda é fraca. Suh foi uma ótima aquisição pra ser o pilar da defesa, mas ainda tem muito caminho a percorrer pra cercar o garoto com uma defesa respeitavel. Kyle Vanden Bosh ta no final de carreira mas vai ajudar o calouro a crescer, alem de conseguir seus sacks. Dre Bly e Nathan Vasher sao veteranos em decadência, exemplo claro de como eles tao tentando pegar jogadores só pra nao passar vergonha enquanto seus jogadores joves vao evoluindo. Daqui a uns anos (e uns drafts) pode vir a ser uma boa unidade
se seguir os passos de reconstrução do ataque. Esperem o foco dos Lions nos proximos drafts na linha e na defesa. Mas é um time divertidissimo de se imaginar em uns anos.

Rating: C+
Nao ganhou do Bears por um TD mal anulado e deu muita canseira hoje no Eagles. Ainda ta longe de brigar por alguma coisa porque sua defesa ainda é fraca, mas o ataque mostrou que é capaz de pontuar bem e tem um potencial imenso. O rating vai mais pelo ataque e pelo potencial do que outra coisa. Ainda assim, repito, um time muito divertido.